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Aluguel comercial sobe 8,91% em 2025, a maior alta em 12 anos
Já o preço médio de venda de unidades comerciais cresceu menos e ficou abaixo da inflação
O preço médio do aluguel comercial subiu 8,91% em 2025, a maior alta da série histórica do Índice Fipezap, que começa em 2013. Comparativamente, o valor de venda comercial mostrou avanço menor no ano passado, de 2,55%, ainda assim suficiente para ficar atrás apenas do desempenho de 2013 (+9,36%).
Em dezembro do ano passado, o preço de venda das salas e conjuntos comerciais ficou relativamente estável, com avanço de 0,06% em relação ao mês anterior. Já a locação acelerou a alta para 0,72%, de +0,44% em novembro de 2025.
A inflação medida pelo IPCA fechou o ano passado em 4,26%, o que mostra desempenho favorável para o aluguel comercial e menos vantajoso para a venda nesse segmento.
O desempenho mais forte do aluguel comercial vem em linha com outras pesquisas. Em 2025, a rua Oscar Freire, em São Paulo, registrou a maior alta entre vias comerciais do mundo. Não por acaso, a capital paulista é a mais cara para locação comercial, segundo o FipeZap: em média, R$ 59,07 o metro quadrado.
No caso do aluguel comercial, as dez cidades pesquisadas pelo FipeZap registraram valorização em 2025 e metade teve variação na casa de dois dígitos:
- Brasília (+18,80%)
- Campinas (+16,12%)
- Niterói (+15,48%)
- Florianópolis (+11,75%)
- Rio de Janeiro (+10,23%)
- Curitiba (+9,28%)
- São Paulo (+8,35%)
- Salvador (+8,18%)
- Belo Horizonte (+6,82%)
- Porto Alegre (+0,39%)
Em dezembro de 2025, o retorno médio do aluguel de imóveis comerciais foi estimado em 7,13% ao ano, acima da rentabilidade da locação residencial (5,96% ao ano). Entretanto, as duas taxas ficaram abaixo do retorno médio projetado de aplicações financeiras de referência do mercado.
Já o preço de venda de unidades comerciais ficou mais caro em oito regiões e caiu em duas – e em apenas três cidades a alta foi superior à inflação pelo IPCA em 2025. Confira a lista:
- Curitiba (+9,76%)
- Salvador (+6,56%)
- Brasília (+4,46%)
- Florianópolis (+3,67%)
- Niterói (+2,74%)
- São Paulo (+2,73%)
- Belo Horizonte (+2,28%)
- Campinas (+2,08%)
- Rio de Janeiro (−0,53%)
- Porto Alegre (-0,76%)
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